O ARTISTA

1931
1 de dezembro de 1931, nasce em São Paulo o artista Wesley Duke Lee, filho de William Bowman Lee Jr. e Odila de Oliveira Lee.

Birth Date: 21/12/1930, Time: 5:33, Country: Brazil, state or Region: SÃO PAULO, Location: SAO PAULO. Graphic Coordinates: 23.32 S 46.37 W, Time Zone: Other, Special Code: Standar Time. GMT Difference = 3:00. Sideral Time Used for House Calculations Was 0:25:34. This is a Tropical Zodiac

 
1950
Aos dezesseis anos, Wesley começa seus estudos de arte, ingressando nas aulas de desenho livre no Museu de Arte São Paulo. Dois anos depois, após expor no 11º Salão de Arte Moderna de São Paulo, ele viaja para os Estados Unidos onde inicia o curso de Artes Gráficas na Parsons School of Design. Durante sua estadia no país entra em contato com artistas como Marcel Duchamp, Jasper Johns e Robert Rauschenberg.

Em 1955 o artista retorna ao Brasil, participa no primeiro Salão de propaganda em São Paulo, onde recebe duas menções honrosas, e começa a trabalhar como desenhista de publicidade freelancer e diretor de arte em uma agência em São Paulo. Ainda em São Paulo, em 57, Wesley deixa a agência e se torna discípulo de Karl Plattner, começando a pintar no ateliê do artista. Um ano depois, em 58, Wesley executa em conjunto com Plattner o mural para a Air France também em São Paulo. No mesmo ano, Wesley retorna a Paris onde estuda no ateliê do gravador Johnny Friedlaender. Em 59, Wesley viaja para Bolzano, na Itália, para trabalhar com Plattner nos murais Salzburg Neu Festspielhaus, da Áustria.
1960
Na década de 60, Wesley começou a explorar em suas obras uma mitologia própria, muito pessoal, protagonizada por um Alter Ego do artista, o templário Arkadin. No mesmo período, que foi um dos mais agitados na história do artista, fundou o Movimento do Realismo Mágico e criou um de seus trabalhos mais controversos: a Série das Ligas (1962) Em 61 teve sua primeira exposição individual na Galeria Sistina de São Paulo, também recebeu uma menção no Oscar de la Publicité Française, pelo trabalho publicitário que realizou para a Renault. Dois anos depois, em 63, realiza sua primeira exposição individual na Europa, na Galeria Sistina de Milão. Em agosto do mesmo ano funda o Movimento do Realismo Mágico junto com o crítico Pedro Manoel Dismondi, a pintora Maria Cecília Gismondi, o fotógrafo Otto Stupakoff e o escritor Carlos Felipe Saldanha em São Paulo. Ainda em 63, Wesley provoca em São Paulo o primeiro Happening do Brasil ao expor a Série das Ligas, barrada em museus e galerias, no João Sebastião Bar: com as luzes do bar todas apagadas, as pessoas apreciavam as obras com a ajuda de lanternas.

Em 64, Wesley participa de diversas exposições individuais como na Petite Galerie, no Rio de Janeiro, na Galerie Nebehay, em Viena e exposições coletivas também, como a da Galeria Sta. Maria di Piazza. No mesmo ano é admitido no Grupo Phases, em Paris, que realizou sua primeira exposição no Museu de Arte Contemporânea, em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Em 65 permanece 6 meses no Japão, aonde participa da 8º Bienal de Tóquio e recebe o prêmio International Art Promotion Award. No mesmo ano participa da famigerada Opinião 65, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, exposição que foi decisória na guinada do rumo das artes plásticas brasileiras a partir dali, trazendo a inspiração Nova Figuração para o Brasil. Também em 65 participa de um episódio da série The Creative Person, da emissora americana National Educational Television.

Já em 66, inicia junto com Nelson Leirner, Geraldo Barros, Frederido Nasser, Carlos Fajardo e José Rezende a Rex Gallery em São Paulo, um espaço cultural diferente, uma galeria de vanguarda que reagia aos sistemas vigentes da época. No mesmo período participou de diversas exposições em museus e galerias internacionais como a exposição Emergent Decade no Guggenheim (Nova Iorque) e a 33º Bienal de Veneza.

Em 67, depois de um ano de atividades, acontece o Fechamento da Rex Gallery, com exposição de Nelson Leirner e um Happening: O Grupo Rex cria diversos obstáculos, acorrenta obras às paredes da galeria, inunda salas com água e oferece as obras de graça para quem conseguir levá-las. O público, armados com ferramentas pesadas e até acetileno, depredam a galeria e a exposição termina em 8 minutos. No fim da década, 1969, apresenta O Helicóptero no Museu de Arte Moderna em Tóquio.
1970
Nessa década Wesley realiza diversos retratos, considerados tabu na época, coisa de "não artista". Mas ele se inspira e se apaixona pela figura do outro, descobre nos personagens de seu cotidiano facetas de sua própria identidade, como mostrado nas séries O/Limpo (1971) e As Sombra Ações (1976).

Participa de diversas exposições em São Paulo no começo da década, como a individual Iconografia Botânica, na Galeria Ralph Camargo em 1970, e também coletivas como a Image du Bresil no Manhattan Center, em Bruxelas (1973). Algum tempo depois, já em 76, expõe As Sombra Ações na Galeria Luisa Strina. Um ano depois, em 77, cria a série Caligrafia, ideograma, etc., uma série que ironiza as artes conceituais da época e que explora as qualidades imagéticas da escrita. Em 78 realiza a exposição Minha viagem à Grécia no Helicóptero de Leonardo da Vinci no Museu de Arte de São Paulo, que mais tarde se tornaria um álbum. No ano seguinte, 79, realiza a série Papéis, e a expõe nos escritórios da CVM no Rio de Janeiro.
1980
Período em que o artista realizou muitas experimentações, pesquisas e estudos em meios menos tradicionais da época: uso de xerox, computadores gráficos, scanner e vídeo. Começam aí estudos preparatórios e realizações para séries como Os Trabalhos de Eros (1991) e O Filiarcado (1999/2000).

Em 1980 Expõe a Série Mapas na Galeria Luisa Strina, obras realizadas com uma técnica de frotagem em folhas cartográficas usando revistas e artigos da época, criando o que foi chamado pelo video-maker Walter Silveira de um "zapping por uma televisão mundial". mais tarde a série serie reunida em um álbum intitulado Cartografia Anímica. Em 1983, realiza o Fórum de Ipanema, estrutura composta por desenhos de néon e placas de cimento amianto, criada para um edifício de 18 andares que serie inaugurado em Ipanema, Rio de Janeiro. Em 86 expõe a série O triumpho de Maximiliano, realizada e conceituada desde 1966, com uso de técnicas varíadas que vão desde desenhos a bico-de-pena até colagens de xerox. Em 87 expõe a série Sequência do Corvo, obras baseadas em aquarela e que foram inspiradas na arte de Arcimboldo.
1990
Em 90, é convidado por Casimiro Xavier de Mendonça para fazer parte da representação brasileira na 44º Bienal de Veneza, Wesley então projeta a Fortaleza de Arkadin, uma instalação composta por grandes toras de madeira e xerox, em forma de vulva. Nessa obra Wesley volta a explorar àquela mitologia do começo dos anos 60, mas dessa vez, ao invés de desenhos e gravuras, expressa esse universo através de meios construtivos e materiais primitivos. Em 91, realiza o Museu Imaginário do descobrimento da arte da pintura no Brasil em quatro séculos, ou a história de arte nos painéis do Metrô, projeto para o Arte no Metrô em que constrói um painel para a estação Trianon-Masp. Esse painel é composto por 123 obras da história da arte do Brasil. Feito em scannaprint, esse museu imaginário tem como intenção levar um pouco da visão do museus para as pessoas, a fim de levá-las as salas de exposições. No mesmo ano expõe a série Os Trabalhos de Eros na Kate Art Gallery, em São Paulo, e um ano depois, em 1992, Realiza uma exposição individual: sua Retrospectiva no MASP.

Em 1999, seguindo a linha conceitual de Os Trabalhos de Eros, apresentada pelo artista como a introdução à era do filho, Wesley expõe a primeira parte da série O Filiarcado- Ensaio Alquímico, Albedo. A série é composta por 29 obras que foram concebidas por Wesley depois de alinhar diversos conceitos, desde pinturas rupestres na Caverna de Chauvet, na França, até gravuras de jogos infantís, reproduzidas por Jacques Stella (publicadas em 1657).
2000
No início de 2000, Wesley expõe a segunda e terceira partes da série O Filiarcado: Rubedo e Nigredo, respectivamente.