O Artista

O artista Wesley Duke Lee nasceu dia 21 de dezembro de 1931, em São Paulo. Descendente de norte-americanos, pela parte paterna (William Bowman Lee Jr.) e de portugueses, do lado materno (Odilia de Oliveira Lee). Dois anos depois, nasce o irmão mais novo de Wesley, William Bowman Lee Neto.

Em 1944, Wesley ingressa no Mackenzie College. Já começa a desenhar e ilustrar cartazes no colégio. É em 1951 que vai iniciar o primeiro estudo formal de artes, no Curso Livre de Desenho do Museu de Arte de São Paulo. Em 1952, vai estudar nos Estados Unidos, mais precisamente na Parsons School for Design, em Nova York, até 1955.

De 1956 até 1958, o artista italiano Karl Plattner, nesse momento no Brasil, será um grande mentor de Wesley. Neste período até 1959, realizará algumas campanhas publicitárias de grande renome, para a Ford do Brasil, Air France e Renault.

Em 1960 começa a trabalhar na série das Ligas. No começo da década de 60 trava contato com muitas personalidades influentes do mundo das artes e jornalistas, como Thomaz Souto Corrêa, Roberto Piva e Frederico Nasser. Este último, junto com Luiz Paulo Baravelli, Carlos Fajardo e José Resende eram alunos do curso de desenho que Wesley ministrava em seu ateliê na rua Augusta.

Em 1963 funda o Realismo Mágico. Em março, tem sua primeira individual na Galeria Sistina, em Milão, na Itália. Em 23 de outubro, realiza o Grande Espetáculo das Artes, primeiro happening no Brasil, no João Sebastião Bar, em São Paulo.

Em 1965 acontece sua consagração internacional, ao ganhar o prêmio internacional de pintura da 8ª Bienal de Tóquio e ser exposto individualmente na Tokyo Gallery, principal galeria do país.

Inicia, em 1966, o Trapézio ou uma confissão, obra ambiental que trata da relação homem/mulher e que será exposta no pavilhão do Brasil na XXXIII Bienal de Veneza, em julho. Em companhia de Nelson Leirner, Geraldo de Barros, Frederico Nasser, Carlos Fajardo e José Resende, funda a Rex Gallery, reação ao mercado de arte existente. Em outubro do mesmo ano muda-se para a famosa casa/ateliê no bairro de Santo Amaro, casa que fora de seus avós Lee.

Em 1967, a Rex Gallery fecha após um ano. Casa-se com Lydia Chamis em 18 de novembro. Em julho viaja para Los Angeles, onde fica cerca de oito meses trabalhando no projeto Cápsula do Nascimento. Em dezembro é convidado a expor na inauguração do Museu de Arte Moderna de Tokyo, onde envia a obra The Helicóptero. Após a exposição em Tokyo, a obra seria mandada para os Estados Unidos, mas fica presa na alfândega brasileira por motivos burocráticos. Só é liberada dez anos depois, danificada.

No começo da década de 70, investe na prática retratista e no desenvolvimento de sua instalação O/Limpo: Anima. Em 1977, realiza a série Minha Viagem a Grécia no Helicóptero de Leonardo da Vinci. Em 1979 realiza em Nova York a Série Papéis.

Em 1988, após dez anos de construção, termina a casa em Campos do Jordão. Grande e dispendiosa demais, nunca dorme nela e, posteriormente, a vende. Em 1990 participa da XLIV Bienal de Veneza com a obra Fortaleza de Arkadin. Em 1992 começa sua retrospectiva no MASP, com curadoria de Cacilda Teixeira da Costa.

Em 1999 executa a série de pinturas O Filiarcado, composta de 29 telas e, argamassa e pastel a óleo. Morre em 12 de setembro de 2010, com 78 anos.